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* * * * * * * Oxfordshire
I want the good, I want the bad, and in the end I want nothing.
I toss in bed, uncomfortable on my right side, on my left side, And on my consciousness of existing. I’m universally uncomfortable, metaphysically uncomfortable, But what’s even worse is my headache. That’s more serious than the meaning of the universe. Once, while walking in the country around Oxford, You can be happy in Australia, as long as you don’t go there. __________________________________________________
Oxfordshire
Quero o bem, e quero o mal, e afinal não quero nada.
Estou mal deitado sobre a direita, e mal deitado sobre a esquerda E mal deitado sobre a consciência de existir. Estou universalmente mal, metafisicamente mal, Mas o pior é que me dói a cabeça. Isso é mais grave que a significação do universo. Uma vez, ao pé de Oxford, num passeio campestre, É-se feliz na Austrália, desde que lá se não vá. © 1931, Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
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